Duster é usado em programa de reabilitação de PNEs

O Dacia Duster, que serve de base para o SUV da Renault de mesmo nome no Brasil, foi usado para ensinar novas habilidades para militares britânicos portadores de necessidades especiais (PNEs). Eles foram feridos em combate e perderam parte da mobilidade. O grupo participou do Carta Rallye após treinamento dado pela Future Terrain, programa de reabilitação criado pela Dacia, subsidiária romena da Renault.

Ele é destinado para portadores de lesões físicas e mentais, ajudando os veteranos de guerra a se adaptarem a vida civil através de provas árduas de automobilismo. A primeira participou do Carta Rallye no final de abril, na cidade de Boudenib, no Marrocos, próximo ao Deserto do Saara. A prova percorreu 2.000 quilômetros. Os 14 membros da Future Terrain são atuais ou ex-militares.

Future Terrain quer preparar participantes

Future Terrain busca ajudar na reintegração de veteranos de guerra

O projeto foi criado inspirado pelo Race2Recovery, que disputou provas de rali com portadores de necessidades especiais. Ela foi a primeira equipe a terminar o Rally Dakar com uma equipe de amputados. Porém, o projeto foi encerrado por causa dos altos custos de competição. O Future Terrain não tem o objetivo de disputar grandes competições, mas preparar o participantes para o mundo real.

“A pilotagem se torna um pano de fundo”, diz o cofundador do projeto da Dacia, Grant White. “A verdadeira magia acontece é no acampamento. É onde as pessoas se abrem sobre seus problemas”, completou. O Carta Rally é uma prova para pilotos amadores. As equipes da Future Terrain participaram da categoria GPS Cup, na qual o desafio é navegar por pontos previamente definidos.

Equipe participou do Carta Rallye, no Marrocos

Um dos participantes, Scott Garthley, sofreu vários ferimentos de um ataque com mísseis scud no Iraque em 2003. Seus ferimentos causaram problemas cardíacos e recentemente exigiram a amputação de um membro. Garthley fez carreira como gerente de recursos humanos, mas admite que estava “procurando algo” para se envolver. “No momento em que vi o que a equipe estava fazendo, pude ver o valor. É uma habilidade de ensino que não podemos ter em outro lugar”, afirmou.

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